Além Da Morte: O Renascimento Da Assassina - Capítulo 01

Capítulo 01 - Nas garras do abuso

Dor, sua cabeça estava explodindo de dor.

Ernika se esforçou para abrir os olhos, mas quando não reconheceu onde estava, despertou completamente apesar de ainda está um pouco desorientada.

Isso é o inferno? Foi o primeiro pensamento que lhe veio a mente ao perceber que estava amarrada pelas mãos, suas pernas permaneciam soltas, porém seus pés não encostavam no chão, os farrapos de roupas transparentes cobriam quase nada de seu corpo.

Quando sua visão se adaptou a pouca luminosidade que a lua fornecia no local, através de telhas quebradas, ela pode observar que ela não era a única nesse quarto, várias garotas estavam na mesma situação, amarradas pelas mãos, em seus corpos mesmo com pouca luz era possível ver a monstruosidade que acontecerá ali, e pelo cheiro putrefico e outros mau-odores empregnados naquele ambiente ela tinha uma leve ideia do que mais ocorria.

— O que estou fazendo aqui? - Apesar da ânsia de vomito, como se seu cérebro estivesse terminado de reiniciar e agora estivesse em potencia máxima, o choque saiu na forma de um sussurro - Eu sobrevivi?

E pelo visto virei um rato de laboratório... Será que descobriram minha herança pessoal? - Os pensamentos de Ernika corriam rapidamente.

— Seria melhor se estivesse morta... - Uma voz soou fracamente assustando-a. Ao olhar para seu lado esquerdo, pelo canto dos olhos viu uma garota amarrada da mesma maneira que ela, seu corpo estava desprovido de roupa e os seios estavam cobertos pelo longo cabelo preto.

— Quem é você? - Ernika revirou rapidamente todas as suas memórias mas não reconhecia a garota de nenhum local. Mesmo sabendo que não estava em um local conhecido e analisando as circunstâncias, era melhor manter a calma e tentar sair viva.

— Pode me chamar de Yui - a voz da garota era arrastada e um pouco rouca.

— Onde estamos? A quanto tempo está aqui?

— Aqui é onde eles mandam as pessoas para desejarem morrer mais que viver... estou aqui a quase seis meses Yui relatava olhando para as costas de Ernika 

Aquela maldita N-15 me mandou para esse tipo de local? não tem medo que eu fuja e decida lhe arrancar a pele com ela ainda viva? - um sorriso despretensioso apareceu em seu rosto quando pensou na satisfação que isso traria.

— O que fez para ser mandada para cá?

— Ofendi alguém que não devia, como consequência meu cultivo foi danificado e eu fui vendida para esse velho imundo e esses guardas asquerosos.... essas garotas chegaram depois de mim, mas todas sem exceção estão mortas...

Então N-15 me mandou achando que vou ter um destino pior que a morte com esses homens abusando de mim por um longo tempo? O pensamento dela não foi de outra coisa além de revolta, apesar de esta em uma discussão interna, ela sabia que não devia revelar quem ela era para ninguém, ela iria sair e quando saísse, iria se vingar de um jeito que aqueles que tramaram contra ela não iam nem ter tempo de pedir perdão.

— Você já tentou fugir? - Ernika perguntou forçando os pulsos na corrente tentando ceder

— Meu cultivo está danificado, como eu poderia sobreviver nesse mundo? Como eu poderia fugir sozinha e ainda lutar contra esses animais? eu ainda tenho a esperança que alguém vira me salvar - A voz embargada de choro foi ouvida por Ernika.

— Esse tipo de mundo nunca vai sentir pena da vítima, esqueça que alguém pode vim lhe salvar e salve-se sozinha - Ela não era do tipo de pessoa que depositava sua esperança em alguém, se tinha forças para chorar ela iria arrumar forças para fugir também.

— Sempre tem uma ou duas pessoa vigiando o local, quando estou perto de morrer alguém vem, me alimenta, me cura e vai embora - Aos poucos Yui acalmava o choro.

— Eu irei sair daqui! - tranquilidade.

— Como? - perguntou sentindo uma ponta de esperança.

— Tem alguém vindo, fica quieta!! - Ernika falou e logo ambas fingiram que estava desacordada.

A porta de repente foi aberta, um senhor baixinho entrou e rapidamente fechou a porta, apenas escutava-se a madeira rangendo onde ele pisava até que parou frente a nova mercadoria que iria provar.

— A Primeira Senhorita da Família Xiao tem a pele macia e o rosto delicado, apesar de ser tratada como um animal... devo me aproveitar para esquentar minha cama ou tortura-la e joga-la para os lobos como me foi pedido? - O velho resmungou sozinho levantando o rosto da garota para analisar melhor - E pensar que sua irmã te vendeu a um preço tão barato, hoje eu provarei o gosto de uma senhorita da primeira família.

Esse animal é o dono daqui? Como assim Família Xiao? - Ernika  pensou assim que olhou aquela aberração em forma de humano. O velho tirou um chicote que estava preso ao seu quadril e atingiu o corpo da garota que franziu a testa.

— Qual é dessa expressão? Eu quero vê-la gritando, vamos grite, chore, peça socorro, quanto mais você fizer isso mais excitado eu ficarei - Quanto mais ele fala mais era possível ver que estava tomado pelos desejos obscenos, o corpo de Yui tremia inconscientemente, ela já tinha passado por aquilo várias vezes.

É até um insulto aos animais dizer que esse asqueroso é um - Ernika pensou com nojo, enquanto sua cabeça começou a latejar. Apertou as mãos com força enquanto sua cabeça se enchia com inúmeras lembranças desconhecidas, alguns momentos depois sua mente finalmente conseguiu processar as inúmeras informações.

— Os céus realmente me deram uma segunda chance... mas, eu tinha que acordar no corpo de uma jovem senhorita inútil que é insultada até mesmo por um mero servo de baixa qualidade?... Grande Anciã Xiao Daif, Xiao Mei, Xiao Ome, Xiao Furi, até mesmo o próprio Pai. Vocês são os principais culpados pela morte dela, mas não se preocupem eu, Ernika Marattoi vou viver a partir de hoje como, Annchi Yue e vou fazer vocês sofrerem cem mil vezes o pior dos sofrimentos - Ernika sussurrou baixinho, quase inaudível.

— O que você falou querida? finalmente está pronta? - O velho perguntou se aproximando da jovem, a baba escorria no canto de sua boca, ele gostava desse tipo de vida, provava das maiores belezas, tomado pela luxuria, acariciando o corpo da garota ele esqueceu completamente a cautela, se bem que nunca precisava ter cuidado com essas meninas, amarradas, indefesas e depois de terem sido chicoteadas e humilhadas, estavam prontas para satisfazer o seu desejo — Se me servir bem, eu posso até pensar em não deixar meus guardas provarem você — O velho disse abaixando a cabeça para desatar suas roupas na frente da garota.

— Querido, eu estou pronta! - Annchi falou, de forma ágil prendeu as pernas no pescoço do velho e ergueu o corpo para cima com toda a força que tinha nos braços, apertou até ele ter dificuldades de respirar, o aperto das mãos do velho nas suas pernas machucava, não parecia mas ele era forte, até que finalmente parou de resistir, apesar do corpo frágil, pequeno e de pouca força, ela não ousou se descuidar contra um velho com a guarda baixa, soltou ele apenas quando teve a exata certeza que tinha desmaiado.

O corpo do velho deslizou pelo corpo da garota até cair no chão.

— Você matou ele? - um sorriso desesperado apareceu na face de Yui, a liberdade finalmente parecia esta próxima.

— Não, ele vai acorda em pouco tempo, inconsciência por falta de ar não dura muito tempo

Ainda bem que não retiraram isso - Annchi pensou ao perceber que tinha um prendedor de cabelo de Jade no topo da cabeça, com muita dificuldade ela conseguiu soltar uma mão das algemas, depois a outra mão foi fácil se libertar.

— Yui vou solta-la depois, preciso me certificar que esse velho não vai ser um problema.

— Naquela parede tem uma alavanca que baixa as correntes - acenando para uma determinada direção.

Vasculhando no escuro, as pressas, correndo contra o tempo, no pior cenário esse velho acordava, até que finalmente topou em algo como uma alavanca, sem nem pensar duas vezes abaixou-a com toda a força que lhe restava e as algemas e corpos começaram a descer, Yui que estava suspensa ao ar, finalmente sentou-se ao chão. Annchi tratou de despir e algemar o velho, só assim poderia ter mais calma, para evitar ter algum problema, ele foi amordaçado com um pano rasgado de suas próprias roupas.

— O cultivo dele está apenas no Reino inicial, ele é incapaz de quebrar a algema - Yui disse. Annchi procurou nas lembranças da antiga dona do corpo e compreendeu sobre o que a garota falava.

— Este velho é tão fraco, como ele consegue fazer todas essas coisas e sair impune? - Annchi falou enquanto soltava os braços da garota.

— O problema não é ele, o cultivo dele está apenas no Reino inicial, nem os guardas dele que estão no Reino Avançando Iniciante, mas depois de drogadas, com o cultivo danificado ou espancadas não tem como resistir contra esses imundos - A garota falou se apoiando no ombro de Annchi, logo em seguida puxou a alavanca e o corpo do velho ficou suspenso no ar

Annchi encostou a garota em uma parede qualquer e voltou para vasculhar nos bolsos do velho. No bolsos dele ela encontrou, 10 Taels de ouro, uma adaga, um livro de anotações, um papel afirmando a transição entre Xiao Ome e o velho no valor de 5 Taels de ouro e uma bolsa tridimensional.

Assim que pegou na bolsa sentiu um leve formigamento ja conhecido por ela.

Impossível, meu sub espaço veio junto comigo? Os céus realmente foram muito piedosos comigo, uma pena para esse mundo - Annchi pensou feliz, seu sub-espaço era sua herança mais poderosa.

Dentro da bolsa tridimensional ela encontrou algumas agulhas de acupuntura, venenos, antídotos, 200 taels de ouro, roupas e algumas ervas.

— Aquela maldita Ome me vendeu por míseros 5 taels de ouro! - Indignada, ela aproveitou e pegou o manto preto que estava na bolsa e vestiu em si mesmo, depois amarrou na cintura com um pedaço de pano.

Sendo 1 taels de ouro equivale a 100 taels de prata; 1 taels de prata equivale a 100 taels de broze e 1 taels de bronze equivale a 10 sacas de arroz. Uma familia pobre de cinco membros precisa no minimo de 50 taels de prata para se viver toda a vida sossegados.

— Vamos testar se essa agulha de acupuntura - Se aproximando do corpo amarrado do velho, inserida no dantian, com o conhecimento dela em acupuntura aleijar temporariamente ou definitivamente o cultivo de uma pessoa era muito fácil.

Dantian é o ponto de energia vital mais importante. Localizado na região logo abaixo do umbigo, na verdade, consiste numa área circular do tamanho da palma da mão. Onde fica o poder das artes marciais, uma vez danificado todo o seu poder seria inutilizado.

— Pronto, agora esse velho não passa de um inútil, por quanto tempo pretende ficar despida? - Annchi falou jogando um manto cinza para a garota.

— Eu agradeço por ter salvo minha vida mas é sem sentido, já não tenho mais poderes e ainda fui abusada várias vezes por esses monstros, meu selo de castidade se desfez a muito tempo, eu simplesmente não encontro mais forças para continuar viva - Yui falou com lágrimas escorrendo no rosto.

— A pessoa que vendeu você para eles ainda esta viva? - Annchi perguntou

— Está - Yui disse ainda mais triste que antes

— Então se levante, a culpa não é sua, e quem liga se você tem um selo de castidade ou não, se não tem forças para continuar viva, pense no inferno que causará aos seus abusadores - Annchi lhe disse de forma convincente

Ela já tinha visto muitas cenas parecidas com essa de onde ela vinha, a culpa era da vítima, que não tinha protegido seu selo de castidade, que atrairá, era o que o destino queria, ela não ia deixar Yui se culpar por algo que ela era a vitima.

— Aqueles dois lá fora, eu irei matá-los para você, mas, esse velho e os reais culpados, você mesmo pode vingar-los - Annchi falou olhando para o velho.

— O que você fez com ele? - A garota perguntou.

— Eu aleijei temporariamente o cultivo dele, desde que aquela agulha não saia do seu dantian ele será um inválido - Annchi falou com simplicidade porém o choque atingiu a garota deixando-a completamente sem palavras.

— Então eu posso matá-lo? - o semblante de alívio e determinação era visível, não havia hesitação, se Annchi confirmasse, ela o mataria.

— Entenda uma coisa: Morte rápida é um luxo, para um ser tão desprezível como esse, se você matá-lo muito rápido como vai aliviar a raiva dessas jovens que tiveram seus últimos suspiros aqui? Divirta-se torturando o corpo dele do mesmo jeito que ele fez com o seu e com o delas, pense nisso - Annchi entregou a adaga na mão trêmula de Yui.

Annchi saiu de perto da garota e do velho para explorar o quarto tentando encontrar mais alguma coisa que ela considera-se de valor.

Ao julgar pela escuridão da noite deve ser o horário de Zhu(21:00 ás 23:00horas), se for como eu estou pensando amanhã aqueles lixos irão fazer uma boa peça, e eu como integrante principal não posso faltar! Mas esse cheiro doce que está no ar a um bom tempo onde eu já senti? - Annchi pensou olhando pela brecha da janela onde de longe ela conseguia ver a fisionomia de dois homens.

— Você acordou... teve um bom descanso? - Annchi perguntou olhando para o velho que lhe olhava com os olhos arregalados em descrença para as duas garotas.

O velho, frágil e debilitado, tentava articular algumas palavras, mas sua voz saiu em um gemido fraco e indecifrável para as garotas presentes. Sua expressão é uma mistura de dor e desespero, seus olhos arregalados em um pedido silencioso de clemência.

Yui, com um olhar determinado e sem hesitação, realiza o ato brutal, porém merecido. A lâmina corta o ar e, em um movimento rápido e preciso, ela mutila o velho, removendo seu pênis. O grito do velho é abafado pela mordaça de pano que estava na sua boca, sufocando qualquer som que tentasse escapar de sua garganta.

Lágrimas escorrem pelo seu rosto enrugado, refletindo o sofrimento extremo que ele está sentindo. Seu corpo começa a se contorcer violentamente, em uma luta instintiva contra a dor insuportável,  debatendo-se no ar de maneira desordenada e desesperada. O sangue jorrando da ferida, tingindo o chão de vermelho, enquanto a cena se desenrola em um silêncio tenso, apenas quebrado pelos gritos abafados e gemidos agonizantes do velho.

Ela aprende bem rápido, teria feito a mesma coisa e ainda faria ele engolir - Annchi pensou

Yui ainda empunhava a adaga afiada, a lâmina brilhando à luz da lua com precisão cirúrgica. Com um movimento deliberado, pressionou a ponta da lâmina contra a pele, perfurando e penetrando fundo. O som de carne sendo rasgada era abafado, mas nítido. A adaga deslizou com facilidade, cortando os tendões com uma precisão arrepiante, fazendo com que os músculos se soltassem e o velho perdesse o controle dos membros. Os nervos, finos e sensíveis, foram seccionados com igual meticulosidade, enviando ondas de dor aguda através do corpo do velho, que se contorcia em agonia. O sangue jorrava das feridas abertas, espalhando-se em poças no chão, enquanto a expressão no rosto dela permanecia fria e implacável, como se executasse um ato rotineiro, desprovido de qualquer emoção, ela estava gostando de todo aquele sentimento de vingança, tudo o que sofreu e viu outras garotas sofrer era pior do que a dor que aquele velho estava sentido agora, mas ainda sim, ela conseguia sentir que a almas daquelas pobre moças finalmente descansaria em paz.

Seu corpo estava nu e coberto de cortes, evidências da vingança de Yui. Sangue manchava sua pele enrugada, misturando-se ao suor que escorria devido à dor e ao medo.

Annchi segurava um chicote, seus olhos brilhando com uma crueldade calculada. Ela o girou no ar, o som do couro cortando o vento reverberando pelo ambiente.

— Sabe, até que esse chicote não é de todo ruim -  comentou, enquanto deixava a arma de tortura dançar sobre o corpo despido e ensanguentado do velho. O chicote estalou violentamente, rasgando a carne já ferida e provocando uma nova onda de sangue.

O velho gritou, mas seus gritos eram abafados pela mordaça apertada em sua boca, transformando-se em gemidos abafados e desesperados. Seus olhos arregalados de dor e desespero se fixaram nos de Annchi, mas ela apenas sorriu de forma cruel, saboreando o poder que exercia sobre ele.

— Ora, você já está soltando gemidos antes mesmo de começarmos verdadeiramente, você está pronto, querido? - disse Annchi, com um sorriso perverso, deixando o chicote estalar novamente. Mais golpes se seguiram, cada um arrancando novos gemidos e lamentos abafados do velho. Ele contorcia-se sob a dor insuportável, na esperança vã de que seus guardas, postados do lado de fora, ouvissem seus clamores e viessem em seu socorro.

No entanto, os guardas, acostumados aos sons que vinham daquela sala de tortura, acreditavam que os ruídos eram apenas o resultado de outra sessão de "diversão" do velho com alguma pobre moça, ignorando completamente os verdadeiros horrores que se desenrolava além das portas. E assim, a crueldade de Annchi e Yui continuava sem interrupções, transformando o corpo do velho em um mapa de dor e sofrimento, cada golpe do chicote, uma marca de sua sádica dominação.

Depois de descontar em muitas chicotadas Annchi se aproximou do velho puxando seu cabelo com força e sussurrou enquanto tirava sua mordaça: — Agora chame seus guardas... diga que eu estou lhes convidando para a morte!

— MATEM ESSA MALDITA! - Foi tudo que o velho conseguiu dizer antes de ter sua garganta cortada pela sua própria adaga que agora era um brinquedinho na mão de Yui

Annchi olhou para Yui com determinação. — Yui, fique aqui. Eu vou cuidar de tudo lá fora - com firmeza pegando a adaga.

Yui, preferiu descansar, para recuperar as forças e acenou com a cabeça, confiando na pessoa que acabará de lhe salvar, que garantiu que tomaria conta do resto das coisas e voltaria para buscá-la.

Annchi abriu a porta e saiu da casa, plenamente consciente de que teria que enfrentar os guardas que o velho havia chamado. Ao pôr os pés fora, ela se deu conta da precariedade do local: a casa estava situada na borda de um penhasco, escondida atrás de uma montanha de difícil acesso. Annchi não pôde deixar de se perguntar quantas garotas já haviam caído nas mãos daquele velho e de seus guardas, conhecedores daquele terreno traiçoeiro.

Os guardas, percebendo Annchi saindo da casa, perceberam que algo estava muito errado. No entanto, ela estava preparada. Com um movimento rápido, ela pegou seu chicote e o lançou em direção a um dos guardas. O chicote enrolou-se ao redor do pescoço do homem, aproveitando a oportunidade, puxou-o com toda a sua força. O pescoço do guarda torceu-se com um estalo seco, e ele caiu morto no chão antes mesmo de conseguir reagir.

O outro guarda ficou atônito, surpreso com a força e destreza de Annchi. Eles haviam subestimado sua determinação e habilidade, acreditando que ela era apenas uma moça frágil. Agora, a visão de seu companheiro morto rapidamente o fez perceber que enfrentavam uma oponente perigosa. Annchi estava pronta para lutar até o fim para proteger Yui e garantir sua própria sobrevivência..

— Sua vadia!! - o outro homem gritou, ao tentar cortar Annchi com uma espada.

— Vocês me subestimam e eu que sou a vadia? - Annchi riu com deboche ao bloquear o corte da espada apenas com uma pequena adaga.

— Sua.. - O homem simplesmente não tinha argumentos para revidar aquela acusação.

— De repente surgiu mais um? Espero que esteja apenas observando uma boa peça - Annchi disse, para que uma terceira pessoa ouvir. Enquanto bloqueava mais e mais golpes com a adaga.

— Esse será um pouco mais dificil de matar... quer ajuda? - um homem que estava observando a situação falou de repente.

- O quê uma pessoa envenenada pode fazer? - Annchi respondeu, inesperadamente para sua surpresa o guarda com quem estava lutando explodiu lhe dando um banho de sangue.

- Como sabe que estou envenenado? - Um homem de repente apareceu na sua frente, Annchi olhou calmamente para aquele que exalava uma aura perigosa.

- Você matou muito rápido - Annchi não se importou em responder homem, pegou o chicote e a adaga e guardou na bolsa tridimencional

- Como sabe que estou envenenado? - Ele perguntou novamente sorrindo. Ele é um homem alto e bonito, tem um rosto clássico de caubói intrépido, um jovem durão com um lindo sorriso.

Fazia um ano e meio que ele estava envenenando nem os melhores medicos do mundo conseguiram cura-lo nem mesmo identificar qual veneno tinha sido usado e essa garota sem nem mesmo olha-lo tinha percebido que ele estava doente - o homem percebeu de repente.

- Você exala o cheiro da Petunia de ossos, nas mulheres seria difícil identificar mas para os homens o cheiro doce realmente irrita, outros sintomas característicos são: a cada mês você sente uma dor torturante como se seus ossos fossem triturados, diminui um posto de poder por ano, além de não conseguir subir mais de três categorias por ano, dormência nos membros, insuficiência de poder e ainda tem o risco de ficar impotente - Annchi rapidamente falou dezenas de palavras.

- Se você sabe minha doença sabe como me curar? - o homem perguntou.

Agora entendi o porquê tive uma outra chance, como pode existir uma pessoa envenenada com esse tipo de veneno que fiz para me divertir - Annchi pensou

- Lhe curar não é o problema, porém não faço transições sem lucro, o quê um homem relativamente impotente tem a oferecer? - um sorriso malicioso brotou em seus lábios analisando o rapaz de cima a baixo.

- Me diga o que quer?- ignorando a pequena provocação. 

-Tenho 3 pedidos simples, me ajude a tirar Yui daqui e tratá-la com os melhores medicamentos possíveis, me leve para a residência do clã Xiao, pátio Oeste antes do horário Lóng(7:00 as 9:00) e preciso de livros sobre o ramo medicinal, todos os que conseguir, isso seria o bastante para quitar a informação que lhe passei nesse instante depois acertamos os outros detalhes e eu lhe darei a receita do seu antídoto.

Se eu fosse sozinha provavelmente me perderia - Annchi pensou.

- Eu não pedi a informação porque deveria pagar por algo que você falou porque quis? Fazemos assim você me dar a receita do antídoto e eu cumpro seus pedidos - o jovem de braços cruzados a altura do peito falou determinado

- Deixe ser um pouco mais clara: Até um segundo atrás você nem ao menos sabia o nome do veneno, considere como uma transação sem quase nenhum lucro para minha parte está te ajudando- sorriu debochada

- Posso simplesmente levar você e a garota lá dentro e torturar até conseguir o que quero - a fria na voz do jovem dava a certeza que ele teria coragem de fazer aquilo se ela duvidasse realmente.

- Você está tentando barganhar comigo - risada baixa - Não duvido que possa fazer isso, mas acredite, se ousar tocar em um fio de cabelo meu ou dela, sua condição nunca vai melhorar porque eu vou fazer questão de você passar um inferno ainda pior.

- Só preciso da receita do antídoto, não pedi para que saísse falando os detalhes do meu envenenamento para depois me cobrasse algo que não devo - falou firme.

- Você é muito confiante, mas, deixe-me passar mas uma informação e essa eu nem vou cobrar um custo - aproximou-se tocando suavemente o pulso do homem, ficando na ponta dos pés quase sussurrando falou próximo ao ouvido dele - Você pode revirar esse mundo inteiro e perguntar pessoa por pessoa, porém não vai encontrar a cura se não for por minhas mãos

- Como pode ter tanta certeza? - a desconfiança dele não era sem fundamentos, já tinha perdido a conta de quantos médicos charlatões já tinha supostamente acertado sua doença, seu interesse foi despertador por ela ser capaz de saber que ele estava envenenado sem nem toca-lo, mas acreditar em cada palavra dela era bem difícil. 

- Eu sou à certeza! Ultima crise a seis dias, tempo de envenenamento um ano e meio, precisa de mais alguma confirmação? - virando-se e indo em direção a pequena cabana mais uma vez. 

- Não, nessa negociação, eu perdi - Mesmo perdendo quem obteria os maiores lucros seria ele, uma vez curado o mundo não iria mais para-lo - Meu nome é Jiang Yan - se apresentou com um sorriso, acompanhado-a.

- Annchi Yue! - Annchi se apresentou, entrou e logo avistou Yui encostada em um canto da casa

- A Primeira Senhorita Inútil do Primeiro Filho do Clã Xiao - Jiang colocou a mão sobre o nariz aquele local era repugnante.

- Isso mesmo! A senhorita inútil do clã Xiao - Annchi deu ombros - Yui, você vai ser tratada em outro local, e será levada pelo pessoal dele, não se preocupe, eu logo irei ao seu encontro e ninguém irá por a mão em você novamente

- Está bem, farei como pediu - Yui concordou sem nenhuma relutância, ela tinha pensado bastante sobre tudo o que tinha acontecido e o que lhe foi dito, e desde que Annchi tinha salvo a vida e a alma dela, ela ouviria cada ordem sem nenhuma hesitação.

Chegando próximo do corpo ensanguentado do velho Annchi retirou a agulha do seu Dartian.

Paralisação por indução apenas 3 pessoas conseguem fazer isso e nenhuma delas é tão jovem assim - Jiang pensou

Apesar de parecido os modelo de acupuntura, Jiang não conseguiu adivinhar que aquela agulha não estava paralisando o corpo do velho, na verdade ela tinha o aleijado.

- Chun! - Jiang disse um pouco mais alto - Leve essa garota e peça para cuidarem dela, prioridade nível 5.

- Sim senhor! - um homem vestido completamente de preto apareceu ajoelhado próximo de Jiang

- Tenho sua permissão? - Chun perguntou para Yui que assistiu em concordância, pegando a garota nos braços deixando o local rapidamente

- Com isso foi o primeiro termo - tendo restado apenas eles dois na cabana

- Ainda não, depois de ver o tratamento que seu pessoal dará a Yui eu direi se o primeiro termo foi cumprido - Annchi disse saindo de dentro daquele espaço que lhe fazia ter náuseas.

Ela não estava confiando cegamente nele, apenas queria tirar Yui dali o mais rápido possível e ir embora também, tinha muita coisa para organizar em seus próprios pensamentos

- Um enterro digno eu não posso oferecer, eles estão mortos, espero que suas almas descansem em paz - Annchi virou-se para ir embora sendo acompanhado por Jiang

Inútil... a pessoa que falou isso dela deve ser cortada em mil pedaços, o conhecimento dela em venenos e medicação não é substancial, só isso já faz dela um gênio! - Jiang pensou.

- Vamos! - Annchi disse abrindo os braços em direção ao jovem que segurou seu corpo no mesmo instante e ambos sumiram na escuridão da noite..

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